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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Filosofia felina da madrugada

O português é exímio em misturar alhos e bugalhos. Umas vezes de forma intencional, outras porque não faz ideia do que raio está a dizer.

Falácia e felácio é um caso gritante.

Afinal de contas, enquanto a primeira roda toda ela em volta do ardil da expressão, a segunda é certamente mais direccionada para uma questão de sucção.

Gosto de enfermeiras. Odeio hospitais. E curto à brava a morfina deles.

Diz-se que nunca devemos recear ir a  locais onde já fomos felizes. No entanto, devia-se dizer também que é uma enormíssima porra sermos "obrigados" a pisar pé em locais que nos trazem tudo menos boas recordações à memória.

Das sete vidas felinas com que fui abençoado, posso dizer que já queimei uma série delas. O que traduzido para português corrente significa que por alguma razão que desconheço, tenho um anjo da guarda que me grama por demais. Ou então, o Diabo assinou um acordo de extradição da minha alma para o Céu mas os gajos não me querem lá nem de borla por isso, fazem os possíveis e os impossíveis para me manterem cá por baixo.

Julgava que não existia sensação pior na vida de um gajo do que acordar rodeado de enfermeiras (se eu terminasse a frase aqui, estava tudo bem) e médicos (pronto, já lixou tudo) a fazerem todo o tipo de perguntas e ganharmos noção que estamos todos entubados, rodeados de sacos de soro, máscaras de oxigénio e quantidades absurdas de analgésicos capazes de meter um cavalo a hibernar durante seis meses. Julguei mal.

Percorrer os mesmos corredores desse hospital revelou-se uma experiência perturbadora. Não devia ser assim, porque mais que tudo, estou grato a eles. Ainda cá estou. Ainda respiro. Não tive sequelas. E enquanto alguns têm near death experiences, eu tive uma near Jorge Palma experience (tal a quantidade de drogas que me enfiaram no bucho).

A vida por vezes obriga-nos a reviver aquilo que nos esforçamos tanto por não nos lembrar.

 

Dia Mundial dos Avós

Apesar de me recordar diariamente dos meus, hoje talvez estejam um pouco mais presentes.

Há palavras que nunca se esquecem, puxões de orelhas que ainda hoje regem a nossa forma de ser, sorrisos e momentos de orgulho que valem este mundo e o outro.

Hoje, desejo um feliz Dia dos Avós a todos. Aqueles que têm o privilégio de usufruir da companhia deles ou aqueles que já os viram partir. Porque na realidade, eles estão sempre presentes nas nossas vidas. Mas deixo algumas palavras de sensatez para os primeiros.

Não deixem nada por dizer. Não deixem para amanhã só porque sim. Não deixem para depois porque hoje não estão com paciência, tempo ou vontade.

Amanhã é sempre tarde demais. E nunca é tarde demais para dizer a eles que os amam, por nenhuma razão em especial. Simplesmente porque sim.

Dia Internacional da Amizade

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Dei por mim a ponderar sobre este dia e o significado da palavra "amigos".

Aqueles que o foram, os que julgaram um dia ser e aqueles que o são.

O saldo passado todos estes anos é deveras positivo. Não em quantidade mas em qualidade.

Ele(a)s sabem quem são. Sabem o lugar que ocupam. E por muito que os anos passem, a geografia nos afaste ou a vida faça das suas, a amizade que me une a essas pessoas é algo inquebrável. Mesmo com o meu mau feitio. Porque se ainda me aturam, é porque são realmente pessoas extraordinárias.

Bikini Alfredo???

Deus proporcionou-me inúmeras coisas.

Sentido de humor.

Sarcasmo.

Um gosto peculiar por toneladas de cafeína.

E dois olhinhos na cara e dois dedos de testa na tola.

Dito isto, coloco a seguinte questão ao universo feminino que lê este blog (sim, porque segundo as últimas sondagens as mulheres são os únicos seres iluminados que perdem tempo a ler isto porque os homens continuam a teimar com freiras nuas que não existem por aqui)...

Quem é que foi a besta que decidiu que este ano, a trend de bikinis eram cortinados dos nossos bisavós e capas de sofás do tempo da Janis Joplin?

Sim, aquelas coisas com farripas e franjas esquisitas que mais parecem um fettuccine alfredo versão balnear...

A sério? Os homens passam o ano inteiro a salivar pela chegada do verão para ver um bocadinho mais de decote feminino e vocês decidem vestir...aquilo? Um homem até fica confuso com tanta franja a bailar, perde a concentração.

Elucidem-me. Porque eu não vi nem um nem dois nestas férias. Foram às centenas!

 

Offline por opção, desligado por convicção

Dei por mim uns meses atrás a pensar que o ser humano tornou-se demasiado dependente da tecnologia, ao ponto de já não saber quando dizer chega.

Claro que não posso ser hipócrita e dizer que eu próprio não sou ligeiramente refém dela. Afinal de contas, todos temos telemóveis, Facebook, Instagram e email. Mas coloquei a questão a mim mesmo...

"Será que ainda sou capaz de sobreviver na ausência de tecnologia por uns quantos dias sem ter suores frios, olhar de cinco em cinco minutos para o telemóvel como se estivesse ali a minha droga favorita (que por acaso não é, é a cafeína...) ou abrir o computador?"

A resposta é sim, aconteceu.

Foi estranho? Um pouco. O ser humano é um animal de hábitos e desafiar esses hábitos é por si só, um enorme desafio. Abdicar quase na totalidade da tecnologia que faz de nós reféns passivos dela dia após dia teve tanto de loucura como de necessidade. Loucura, porque a minha vida profissional não é de todo compatível com inacessibilidade. Necessidade, simplesmente porque sim. Porque é bom ver o mundo pelos nosso olhos e não por um ecrã táctil, porque é bom respirar a maresia matinal e não simplesmente vê-la no Youtube.

Conclusões destes quase 15 dias off the grid?

- É bom chegarmos a um sítio e termos a sensação de libertação que a ausência de rede no nosso telemóvel nos proporciona.

- Fartei-me de ler nestes 15 dias. Acho que até folhetos do Continente li com mais prazer embora continue a achar o Belmiro um chulo.

- Gosto da facilidade de escrita que o portátil me permite mas adorei voltar a escrever em caderno. E verificar que a minha caligrafia está uma miséria tal que nem no Egipto a conseguem decifrar.

- Cada vez gosto mais do mar. E é daquele bravio que mete respeitinho. Que leva uma pessoa a não meter lá o pé. Aquele cuja rebentação leva-nos a pensar que é mais ou menos aquilo que a nossa roupa sofre na centrifugação dentro da máquina de lavar.

- Corria que nem um louco todas as manhãs mas comi que nem um boi. Resumindo, tudo o que corri não me permitiu perder os 3 kg que ganhei. Raios parta as férias.

- Tive tantas saudades do meu Ristretto pela manhã... Tudo que ingeria de cafeína sabia-me a água deslavada...

A conclusão maior?

Que se lixe a tecnologia nas férias. Sobrevivi e sobretudo, vivi. E faria tudo novamente.

Best holidays ever...

 

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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